A Família Espiritual

jan27

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Muito mais do que os laços de sangue, nos unem os laços de espírito. Aí é que se encontra a verdadeira família, cujo maior propósito no mundo é o desenvolvimento dos elos de amor.

A família é um dos maiores fatores de crescimento que Deus pôs à disposição do homem. É pela família que nos unimos por laços de amor ou de ódio, reforçando afinidades ou criando novas. Seja harmoniosa ou não, a família tenta nos unir para que possamos desenvolver o sentimento maior que viemos aprender na terra: o amor.

Quando nascemos, ganhamos uma família. Todos nós temos ou tivemos pais, e a primeira condição do ser humano, nesta vida, é a de filho. Sendo essa a nossa primeira condição na Terra, temos que reconhecer o esforço daqueles que nos permitiram aqui chegar. Não é por outro motivo que o Evangelho diz: honrai vosso pai e vossa mãe.

A eles devemos, ao menos, a vida. Mas dever a vida não é simplesmente a oportunidade de estarmos aqui, neste mundo. Vai muito além disso. É através de nossos pais que começamos a realizar as experiências a que nos propusemos nesta vida. Por isso, nossos pais nos dão a vida material e a espiritual também, porque é através deles que o nosso espírito se prepara para crescer.

Seria uma ilusão falarmos que todas as famílias vêm unidas por laços de amor. Nós sabemos muito bem que muitos estão juntos por elos de ódio, ressentimento, culpa, etc. Daí vêm as dificuldades. Muita gente se pergunta: por que fui nascer nessa família? Não tenho nada a ver com ninguém aqui. Tem. Se não tivesse, ia procurar outro lugar para reencarnar. Pode não ter afinidade de sentimentos ou pensamentos, mas, com certeza, possui afinidade na necessidade da experiência. Quando duas pessoas nascem na mesma família e não se dão, é porque têm em comum a experiência do aprendizado da conquista do amor, do respeito e do perdão.

Qualquer um que conviva conosco faz parte da nossa família. Temos uma família de sangue, uma no trabalho, na escola, no templo religioso. Temos um pai, uma mãe e somos todos irmãos. Por isso, podemos exercitar todos esses sentimentos uns com os outros. Diante da espiritualidade, ninguém é parente de ninguém e todo mundo é parente de todos. A família espiritual é imensa e abrange toda a humanidade, porque estamos todos ligados ao único Pai, que é Deus.

O mais importante de tudo é aprendermos o valor do amor. Seja em que família viermos, ou mesmo em família alguma. A solidão também é uma forma de aprendizado e crescimento, muitas vezes para que possamos reconhecer e dar valor aos laços de família. Quando pensamos que aqueles que caminham conosco nada têm a acrescentar na nossa vida e procuramos nos afastar ou desfazer deles, talvez tenhamos que vir sozinhos para aprender como é importante ter alguém ao nosso lado, compartilhando o mesmo teto e enfrentando os mesmos problemas. Isso fortalece os laços de família e os de amor também.

Então, que possamos todos nos amar indistintamente, para aumentarmos cada vez mais a nossa família, que formaremos com aqueles seres com quem já tivermos conquistado o verdadeiro sentimento de amor.

Comentários dos usuários(2):(incluir comentario)

  1. Andrea em 14 de agosto de 2012, disse:

    Muito esclarecedor, estava mesmo ler algo como esse texto para acalmar meu coraçao. Obrigada

  2. Fernanda em 28 de abril de 2013, disse:

    Oi Mônica muito lindo amei!

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