Chega de Violência!

abr28

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Não dá mais para fingirmos que nada acontece ao nosso redor. O mundo mergulhou numa onda de agressões que precisa acabar. Cabe a nós, com as nossas atitudes de bondade, elevar o planeta acima das águas turbulentas e negras da violência.

Os idosos, as crianças e os animais são os maiores alvos da violência do homem. Por mais que saibamos que ninguém passa pelo que não precisa, e que todas as situações são atraídas por nós, se não houvesse agressores, deixaria de haver vítimas. Quem sofre os efeitos da violência assume, perante a espiritualidade, a possibilidade de viver a experiência dolorosa. O mesmo se dá com o agressor, que se disponibiliza como instrumento do mal.

O mundo está repleto de agressões desnecessárias contra seres que são iguais em sua essência. Agredir um irmão é agredir a si mesmo pois, mais cedo ou mais tarde, todos sofrem as consequências de seus próprios atos. Tudo aquilo que fazemos ao próximo retorna para nós com igual intensidade, portanto, é melhor atirar flores no vizinho do que pedras.

É chegada a hora de despertar a consciência para os verdadeiros valores do espírito. A violência nada mais merece do que um sonoro NÃO! Chega de agredir os mais fracos, os indefesos.  A necessidade de crescimento de uns não pode servir de justificativa para a covardia de outros. E ainda há pessoas que acham graça quando um idoso é insultado, quando uma criança é empurrada ou um animal é espancado. Quem admira ou ignora os atos de violência alimenta, mesmo sem perceber, as atitudes das pessoas que hostilizam seus semelhantes em troca de enaltecimento do próprio orgulho.

É certo que, nem sempre, estamos em condições de agir, de impedir que o mal aconteça, de evitar as consequências danosas derivadas das atitudes insanas do nosso próximo.  Sequer somos responsáveis por elas.  A ninguém se pode atribuir a culpa pelo mal, senão àquele que o pratica.  Não temos o domínio sobre a vontade alheia, não mandamos em ninguém e, muitas vezes, não está em nossas mãos livrar a vítima de passar por aquilo que escolheu.  Mas podemos mandar vibrações de paz e amorosidade para os envolvidos nas situações difíceis.  Se o agredido é visto como vítima pela sociedade, o agressor há de ser compreendido como uma alma enferma.  E isso porque o bem é o estado natural de todas as coisas, figurando o mal como mero desvio da conduta moral na vida, que há de ser combatido com energias do bem.

Não devemos nos igualar ao agressor, desejando ou fazendo a ele todo o mal que causou ao próximo.  Isso só faz aumentar a onda de violência e nos mostra o pior: que somos iguaizinhos àquele que condenamos.  Quem não traz em si o germe da violência não consegue agredir, ainda que considere o outro merecedor.  Devolver na mesma moeda é pura vingança, e só se vinga quem vibra na mesma frequência de seu ofensor.

Essa onda de violência tem que acabar.  Façamos, cada um de nós, a nossa parte.  Ninguém precisa se arriscar para salvar o outro, pôr a própria vida em risco para livrar o próximo de um perigo ou do mal que o ameaça.  Esse é o tipo de renúncia que não é exigido de nenhum de nós e só os que já alcançaram o patamar mais alto da elevação moral são capazes de renunciar em nome do amor genuíno.  A nós, restam as armas da oração, do repúdio às atitudes agressivas, das vibrações amorosas e, sobretudo, do exemplo nosso exemplo no caminho do bem.

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