Rio de Janeiro Sempre Lindo

abr21

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O Rio de Janeiro é parte da minha vida, da minha história, da minha herança familiar. A todos os que gostam do Rio, cariocas ou não, peço que orem pela nossa cidade, principalmente por aqueles a quem Deus confiou a tarefa de nos governar, a fim de que olhem para o Rio com olhos de amor, valorizando e respeitando o povo, nossas belezas e tradições. Nós merecemos ser felizes.

Se existe um lugar pelo qual sou apaixonada, é a cidade onde nasci.  Amo o Rio de Janeiro, e meu coração se contrai cada vez que chegam ao meu conhecimento notícias dos maus tratos de que ela é vítima.  Corrupção, violência, poluição, descaso…  Tudo isso são referências negativas para um lugar que, ainda assim, consegue manter uma energia positiva, sustentando a aura de sutileza e brilho que ilumina essa cidade.  Francamente, o Rio merece coisa melhor do que a visão  do abandono e da truculência que alguns, ainda presos às ilusões do poder e da ganância, tentam imprimir ao cenário carioca.  Somos um povo pacífico.  Nosso desejo é a paz não apenas para nós, mas para todos os estados do país que formam conosco esse grande Brasil.  Afinal, eu sempre digo que somos todos um só, e o Rio não pode ficar de fora dessa unidade.  Precisamos de todos os que se unem pelo desejo de um mundo melhor, para que a construção do Brasil do futuro seja o resultado do esforço de cada um de nós.

Com todos os nossos problemas, tenho orgulho de ser carioca.  Não por causa do que  nos falta, mas por tudo de bom que temos e que independe da vontade  egoísta de quem quer que seja.  Com tantas belezas naturais e culturais, o Rio é inigualável e inesquecível.  Não desmereço nenhum outro lugar, porque todos têm seu lado bom, assim como seus problemas mas, afinal, foi aqui que eu nasci.  É em nome desse orgulho, e da vontade de fazer com que o Rio transborde suas belezas em nome da paz, que convido os leitores a um passeio virtual por essa cidade maravilhosa.  Muitos dos lugares de que aqui falarei somente me são conhecidos pela história, ou de passagem, ou de ouvir falar.  Na grande maioria, contudo,  pisei com meus pés, vi com meus olhos e me emocionei de alma e coração.

Para começar, preciso falar do bairro onde nasci e me criei, que foi a Tijuca, na zona norte, um bairro bastante tradicional.  Também tradicional foi a escola onde estudei, o famoso Instituto de Educação, antiga escola normal, hoje transformada em escola técnica (infelizmente…).  E não tinha grades naquela época.

Para mim, o lugar mais bonito do Rio é o Aterro do Flamengo, com a enseada de Botafogo, o parque do Flamengo, feito pelo Burle Marx, e o Pão de Açúcar.  É lindo demais!   Desde a infância, frequentava o Aterro, levada pela minha mãe ou meu avô.  Hoje, passo por ali a caminho do trabalho.  É a parte de que eu mais gosto, um anti-estresse revigorante, um refrigério para a alma.  Como me faz bem transitar por ali, ainda que de carro, visualizando aquela paisagem de maravilhas.  Não dá para ninguém se sentir para baixo olhando aquele pequeno pedaço da obra de Deus.

E só o Pão de Açúcar já vale por tudo no Rio.  Não tem igual.  É outro lugar que tem uma energia impressionante, juntando a força da terra, com a do ar e a da água.  O fogo… fica por conta do nosso entusiasmo.

Outro lugar imantado por vibrações de bem é o Cristo Redentor.  Incrustado no alto do morro do Corcovado, fica lá, todo iluminado à noite, abençoando a cidade inteira.  É reconfortante saber que temos um Jesus Cristo todo peculiar, que tem a alma da cidade, tão bonito feito ela.   Jesus sempre foi um exemplo de amor e deixou esse exemplo impresso para nós e para todos os que aqui chegam, porque o Rio não tem preconceito nem é exclusivista.  Os braços do Cristo se abrem para todos e por todos.

A água fica por todo lado aqui.  São muitas lagoas pontilhando a cidade.  A mais famosa, claro, a Rodrigo de Freitas, é mais um cartão postal do Rio.  Uma beleza no meio da cidade, com vasta área de lazer ao redor.

Das praias, acho que nem preciso falar.  São todas lindas, e há muito mais do que Copacabana, Ipanema e Leblon.  Tem a Praia Vermelha, a Barra, o Recreio, Pontal, Macumba, Prainha, Grumari, Barra de Guaratiba…   Praias mais afastadas do circuito turístico e muito bonitas, algumas até meio selvagens. Eu, praticamente cresci frequentando a Barra, mas ia também a São Conrado, Praia Vermelha e Copacabana.  O mar é a marca registrada do Rio, sua expressão mais marcante, o foco central de toda a sua vida.  Tudo no Rio gira em torno das praias, essa é a alma do carioca, de todos os cariocas, da zona sul, da zona norte, zona oeste, subúrbio e qualquer bairro que teve o privilégio de ser erguido aqui.

Seguindo o mar pela baía de Guanabara, passando por debaixo da ponte Rio-Niterói chegamos a Paquetá, ilha da Moreninha, do romance de Joaquim Manuel de Macedo.  Paquetá faz parte da minha infância, aonde ia com meu pai.

Tem também outras ilhas famosas, como a Ilha Fiscal, onde se realizou o último baile do império, a Ilha de Villegagnon, atrás do aeroporto Santos Dumont, que abriga a Escola Naval e a Ilha das Cobras, onde fica o Arsenal da Marinha.  Chegando de navio, dá para ver bem

Mais uma ilha curiosa da baía de Guanabara é a Ilha do Sol, famosa pela prática do naturismo, uma colônia de nudismo liderada pela dançarina Luz del Fuego, aquela das cobras, eternizada pelo filme de mesmo nome, protagonizado pela Lucélia Santos.  Mas ela não era carioca, não.  Era capixaba.

Há ainda outras ilhas interessantes situadas fora da baía de Guanabara, como as ilhas Peças e Palmas, em Grumari, e as ilhas Cagarras, há mais ou menos 5 km de Ipanema.

Mas nem só de praia vive o Rio.  Temos também montanhas e florestas.  Subindo até o Alto da Boa vista por uma estrada sinuosa e cercada pelo verde, depara-se com a Floresta da Tijuca, que é a maior floresta urbana do mundo.  O alto é outro ponto crucial na minha infância, aonde costumava ir e descer a pé!  Uma loucura, com vários amigos, liderados pela Albina, mãe da minha melhor amiga de infância.   E à Floresta, ia sempre com a minha mãe, às vezes, levando nossa cachorra, Samanta.  Hoje, é proibida a entrada de animais (por razões óbvias).  Antes uma plantação de café, a Floresta foi toda replantada por ordem de D. Pedro II, preocupado com a séria estiagem na cidade, atribuída aos efeitos do desmatamento.  Já naquela época, se preocupava com isso.  Pena que a preocupação ficou meio esquecida no passado…

Dentro da floresta, além da grande diversidade vegetal, a linda Cascata Taunay, carinhosamente chamada de Cascatinha.  Não posso esconder que também é um dos meus lugares preferidos.

Agora, subindo um pouco mais, por uma estradinha transversal à do Alto, a gente chega ao Parque da Tijuca, com a Mesa do Imperador, assim chamada porque era onde o imperador D. João VI dava uma paradinha para repousar, após seus passeios com a Família Imperial.  Um pouco depois, a Vista Chinesa, assim chamada por causa dos trabalhadores chineses que vieram trabalhar na lavoura do arroz.  Só que eles não tinham a menor habilidade para a coisa e, por isso, foram reaproveitados na construção da estrada que leva até lá.  Mais tarde, o prefeito Pereira Passos, talvez guiado pela influência chinesa desde a época dos plantadores de chá, mandou construir uma estrutura em argamassa copiando bambu.  A ela, deu-se o nome de Vista Chinesa, um mirante com uma deslumbrante vista da cidade e do mar.

Mais para cima, imponente, a Pedra da Gávea, de onde os malucos se jogam de asa delta.  Eu, hein!

Existem lugares que ninguém conhece, só mesmo quem mora aqui, mas tão bonitos e aprazíveis que a gente chega lá e não tem mais vontade de sair.  Como o Parque Chico Mendes, por exemplo, o Parque Marapendi e o Bosque da Barra.

E quer coisa mais inédita e pitoresca do que jacaré no meio de uma cidade feito o Rio, num bairro urbanizado, como é o Recreio dos Bandeirantes, onde moro?   Pois aqui, eles vivem livres, embora cercados, para a segurança deles e a de todos.  Sim, porque uma vez um filhotinho de jacaré veio parar no jardim do prédio em que eu morava.  Foi o maior susto!

Mais conhecido é o Jardim Botânico,  um jardim de maravilhas.  Tem todo tipo de plantas, cada uma mais bonita e mais estranha do que a outra.  Tem até vitória-régia e a esquisita ravenala, que escolhi para fazer um trabalho no primário e sobre a qual a professora nunca tinha ouvido falar.    Bem ao lado, fica o Parque Lage, onde funciona a Escola de Artes Visuais.

Um lugar que poucos turistas visitam, mas que é fantástico, é a Quinta da Boa Vista, onde ficam o Museu Nacional e o Jardim Zoológico.  Já foi a residência imperial, lugar divertido, onde brinquei muito na minha infância.  Adorava, em especial, andar de pedalinho.  E antigamente, como as coisas eram mais simples, podia até levar cachorro, e lá íamos nós com a Samanta, que adorava correr pelos gramados.  No museu, foi onde vi minha primeira múmia e um meteoro.  E o jardim zoológico, bom, tem muito bicho legal, mas eu morro de pena de vê-los trancados.  Liberdade é tudo.

Não podia deixar de mencionar o Maracanã, embora não goste de futebol.  De qualquer forma, é um marco na cidade, por onde sempre passava a caminho da faculdade onde estudei Direito, a UERJ.  Nessa época, fazia natação no parque aquático e depois ia para a faculdade.  Pena que já não é mais o mesmo.

Um passeio pelo centro da cidade mostra prédios de arquitetura bastante bonita.  São prédios históricos, com os quais a gente se habitua na paisagem do dia-a-dia, mas que vale a pena conhecer.

O Rio tem muitas igrejas, a maioria bem antigas.  A Igreja de Nossa Senhora da Candelária é uma das principais, onde se realizam casamentos da mais alta sociedade.  A tradicionalíssima Igreja de Nossa Senhora da Penha possui 365 degraus, um para cada dia do ano, e algumas pessoas sobem a escadaria de joelhos, para pagar promessas.  A Catedral Metropolitana de São Sebastião, por sua vez, foi erguida em estilo moderno.  Fundada em 1979, substituiu a antiga catedral, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, na Praça XV.

Continuando a tradição católica, o Mosteiro de São Bento, fundado em 1590, e o Convento de Santo Antônio, tombado pelo Iphan.

Um dos lugares mais boêmios do Rio é a Lapa.  Aliás, a Lapa é considerada o berço da boemia carioca.  Possui uma agitada vida noturna, com muitos bares, restaurantes e boates.   Os Arcos da Lapa, hoje importante ponto turístico da cidade, foram originalmente construídos para serem o Aqueduto Carioca, uma grande obra arquitetônica do período colonial.

Fora tudo isso, existem vários parques que não são muito frequentados por turistas, mas que são bonitos e ajudam a purificar a aura urbana.  Precisamos muito da nossa natureza para ajudar a manter a vibração da cidade em um patamar aceitável, a fim de que os nossos problemas não ultrapassem o nosso bem-estar.

Todos esses lugares são fantásticos e valem a pena ser vistos, seja por turistas, seja pelos próprios cariocas.  São muitas coisas que elevam o nosso astral, nos fazendo acreditar que, um dia, tudo vai melhorar.  Meu apelo vem em forma de oração, pois peço a esse Cristo maravilhoso, que abre os braços sobre nós, que acolha a nossa cidade, transformando-a naquilo que ele é e merece ser: um lugar para ser feliz e viver em paz.

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  • Comentários dos usuários(3):(incluir comentario)

    1. terezinha Fernandes em 09 de maio de 2014, disse:

      Linda mensagem…Eu também amo O Rio de Janeiro! Nasci e fui criada neste lugarzinho Maravilhoso! Obrigada pela linda postagem!

    2. Cristiane Ramos em 08 de fevereiro de 2015, disse:

      Amei a postagem, as fotos e as dicas.Pois como moramos aqui não valorizamos os lugares que temos, sabemos que eles não vão sair do lugar, não nos mobilizamos em visitar em conhecer. As vezes passamos por eles com um olhar corriqueiro sem grande ou nenhuma admiração.

    3. Cristiane Ramos em 08 de fevereiro de 2015, disse:

      Amei a postagem .Pois como moramos aqui não valorizamos os lugares que temos, sabemos que eles não vão sair do lugar, não nos mobilizamos em visitar em conhecer. As vezes passamos por eles com um olhar corriqueiro sem grande ou nenhuma admiração.

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