Resistir, para Quê?

jul25

0

Resistência gera sofrimento. Nada na vida é imutável, não podemos pretender que as coisas continuem as mesmas para sempre. Se a vida se modifica, temos que nos modificar junto com ela. Quem resiste às mudanças não escapa de sofrer. Quando a vida nos leva numa direção, é porque aquela é a melhor para nós, ainda que não a queiramos ou não a compreendamos.

Não podemos nos fixar em lugar nenhum, porque nenhum lugar é nosso de verdade.  Nós ocupamos lugares temporariamente, enquanto precisamos ali permanecer para aprender ou evoluir.  Mas nada, absolutamente nada que se passa nesta vida é para sempre.  As coisas mudam porque nós precisamos mudar.  Às vezes necessitamos de uma provocação para reconhecer essa mudança.  E quando não nos sentimos preparados ou temos medo, nossa tendência é resistir.

Às vezes dá medo investir no novo.  Os hábitos nos trazem segurança, porque com eles caminhamos por terrenos conhecidos.   Mas essa acomodação não nos faz crescer.  Quando apenas repetimos o que já sabemos, não nos damos a oportunidade de vivenciar experiências capazes de nos trazer maturidade e sabedoria.

Não podemos nos fazer surdos ao chamado da vida.  Quando as mudanças se apresentam, não temos que temê-las.  Devemos ter cautela, sim, mas não medo.  Muito menos resistência.  O fato de resistirmos não vai impedir que as coisas aconteçam.  E quando elas acontecem, ou nós ficamos para trás, ou teremos que correr para alcançá-las depois.  Porque o mundo não vai parar só porque não queremos aceitar que as coisas são como devem ser.

Isso não significa conformismo.  Absolutamente!  O conformista não questiona, aceita tudo por imposição ou covardia.  Não é disso que se trata.  Trata-se aqui de um reconhecimento das coisas que estão além do nosso poder de disposição.  Nem tudo está sob o nosso controle, não temos domínio de todas as situações da vida.

Exemplificando:  Se a empresa em que trabalhamos vai a falência, ficamos desempregados, sem que nada possamos fazer. Contra esse fato, não adianta lutar.  Não dá para espernear, chorar, lamentar porque perdemos o emprego.  Temos que aceitar, mas não precisamos nos conformar.  O conformismo leva ao desânimo.  A aceitação leva à reflexão e à busca de soluções.  No primeiro caso, a bebida pode anestesiar a dor.  No segundo, o esforço e a garra acabarão levando a um emprego melhor.  Cabe a cada um escolher como vai encarar as mudanças operadas em sua vida.

Quando coisas ruins acontecem, são por um motivo que nos favorece, mesmo que nós não consigamos compreendê-lo nem enxergá-lo.  Deus é bom, sábio e justo.  Não transformaria a nossa vida num inferno só para nos ver sofrer.  Aprendamos a confiar mais em Deus e a reconhecer sua atuação em todos os momentos da nossa existência.

Deus nunca erra.  Então, por que pensar que é um erro o que ele faz por nós?

Comentários dos usuários(0):(incluir comentario)

Ainda não há comentários

Comentar: