Com o Amor Não Se Brinca

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Não se domina um sentimento fingindo que ele não existe.

“Há quem diga que o amor é a base de tudo, porém eles se esquecem de que:

Há os que se anulam em nome do amor e acabam abandonados.

Há os que investem em tudo nos outros acreditando que serão correspondidos e vivem reclamando do egoísmo alheio.

Há os que sonham com um amor perfeito, pretendem encaixar o ser amado nesse modelo e acabam descobrindo que cada um é como é e não temos poder para mudar ninguém.

Há os que confundem paixão com amor.  Não percebem que a paixão é admirar no outro o que recalca em si.  Quando a ilusão projetiva desaparece percebemos o ridículo dos nossos atos apaixonados.

Há os que confundem apego com amor.  São egoístas que esperam do outro exatamente o que não se dão.

O amor verdadeiro nunca faz sofrer.  Traz alegria, motivação e prazer, agindo sempre com seu poder de harmonizar as relações humanas.

Quando ser feliz passa a ser um objetivo sério nós logo percebemos que com o amor não se brinca.” - Zíbia Gasparetto

Editora Vida & Consciência

Ano de lançamento: 2002

Páginas: 355

Formato: brochura e pocket


CURIOSIDADES:

Ano em que escrito: 2001

Ordem em que escrito:

Ordem em que editado:

Título original: Ódio e Ciúme


Leia um trecho do livro:

“Já era tarde da noite, e Júlia não conseguia conciliar o sono.  Por mais que quisesse, não podia parar de pensar em Fausto.  Ele era um rapaz maravilhoso.  Bonito, maduro e, acima de tudo, uma alma boa e generosa.  Lembrou-se do piquenique do outro dia, do quanto riram e gargalharam juntos.  Estava feliz.  Gostava dele e sabia que ele também gostava dela.  Quem sabe agora, finalmente, não poderia amar alguém de verdade?  Ela também já não era mais nenhuma menininha.  Já passara dos vinte e cinco anos e ultrapassara, em muito, a idade de se casar.  No entanto, jamais se apaixonara por ninguém.  Todos os homens que conhecia eram frívolos e fúteis, e nada tinham a oferecer.  Júlia, ao contrário das outras moças, não se importava de ficar solteira.  O que não queria era casar-se por medo ou obrigação.  Não precisava de ninguém, e pouco lhe importava a opinião que faziam a seu respeito.  Se quisessem, que a chamassem de solteirona.  Mas ela não se casaria sem amor.  Isso nunca.  Só que Fausto… era diferente.  Era íntegro, honesto, interessante, e ela já não conseguia esconder de si mesma a atração que sentia por ele.

Em seu quarto, Fausto também não parava de pensar em Júlia.  Ela era maravilhosa!  Linda, meiga, alegre e decidida.  Tudo o que um homem feito ele poderia desejar numa mulher.  Assim como Júlia, Fausto também se apaixonara.  Sabia que seu coração ansiava por encontrá-la novamente e sentia como se tivessem nascido um para o outro.  No entanto, havia ainda Rodolfo.  Ele conhecia o irmão muito bem para saber que ele também se interessara por ela.  Mas, o que diria Júlia?  Eles eram gêmeos, e será que ela já teria firmado uma preferência entre eles?  Fausto sorriu intimamente.  Estava certo de que Júlia gostara dele e não do irmão.  Eles não ficaram quase tempo nenhum juntos.  Ele sentiu pena de Rodolfo.  Se também estivesse apaixonado, sabia que iria sofrer, porque ele não iria abrir mão da amada em função de ninguém.

Rodolfo, por sua vez, passeava no jardim.  Ia fumando seu charuto, caminhando vagarosamente, penetrando por entre a escuridão que a madrugada sem lua deitava sobre a terra.  Também ia pensando.  Júlia era uma moça encantadora, e ele não podia esconder o seu interesse.  Sabia, porém, que o coração dela já estava preso ao de Fausto.  Pudera perceber que o irmão gostava dela e que era correspondido nesse sentimento.  Pensando nisso, sentiu uma pontada de raiva, e o ciúme começou a doer dentro do peito.  O que fazer?  Ele ficou ali, imaginando um meio de acabar com aquele encantamento entre Fausto e Júlia.  Precisava tomá-la do irmão a qualquer preço.  Depois que conseguisse separá-los, veria o que fazer com ela.”

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Comentários dos usuários(1):(incluir comentario)

  1. Adrianaa em 04 de fevereiro de 2013, disse:

    maravilhosoooooooooooooooooooooooooooooo

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