Sentindo na Própria Pele

mar1

1

Como pode alguém viver sem a sua própria vida?

“Nada substitui a experiência.  Entretanto, quando você se apressa em julgar as atitudes alheias segundo seus próprios padrões, acredita estar de posse da verdade.

Quanta ilusão!

Como saber o que vai no íntimo dos outros?

Como avaliar emoções que você nunca sentiu?  Como saber o que vai além das aparências?

Como descobrir os limites da sua resistência e certas tentações, se você nunca foi tentado?

A vaidade faz crer que você sabe a melhor solução para os problemas dos outros.

A sabedoria da vida tenta mostrar-lhe o relativismo do seu julgamento, trabalhando sua inteligência de várias formas, mas se você resiste, apegado aos próprios conceitos, ela coloca em sua vida uma situação igual à que você criticou, para que, sentindo na própria pele, você possa compreender esse relativismo e aprenda a respeitar a privacidade dos outros.” - Zíbia Gasparetto


Editora Vida & Consciência

Ano de lançamento: 2002

Páginas: 371

Formato: brochura e pocket


CURIOSIDADES:

Ano em que escrito: 2001

Ordem em que escrito:

Ordem em que editado:

Título original: Cativeiro da Alma


Leia um trecho do livro:

“O comerciante chegou, trazendo nas mãos uma espécie de coleira, e afastando a mãe de seu caminho, colocou-a no pescoço de Mudima e saiu a puxá-la.  Ela, tomada de pavor, esperneava cada vez mais, deixando cair ao chão a trouxa com suas roupas, que o homem chutou para longe.

–  Não vais precisar destes trapos – falou, com desprezo. – Agora vem, segue-me e cala a boca, se não quiseres apanhar.

Mudima, porém, não compreendendo a Língua do homem branco, berrava alto e esticava os braços num gesto súplice, implorando à mãe que a salvasse.  O traficante, cansado daquela algazarra, apertou forte a coleira em torno do pescoço de Mudima, que quase sufocou, puxando-a com violência.  A menina caiu ao chão e começou a arfar, e o homem, impiedoso, saiu a arrastá-la pela terra áspera, enquanto ela tentava, desesperadamente, segurar a coleira, a fim de impedir que a enforcasse.

E assim foi Mudima, chorando e soluçando, nos olhos impressa toda a dor que naquele momento sentia: a dor do abandono, da humilhação, do desprezo…  A mãe, ante a sua impotência, ficou ali a chorar, sustentada pelos braços fortes do marido, assistindo com horror à partida da menina, que criara e amava como a uma filha.”

Interessou?

curtir facebook

loja virtual

Comentários dos usuários(1):(incluir comentario)

  1. Nome (necessário)Rosangela em 27 de maio de 2012, disse:

    Este livro é maravilhoso,quem ainda não leia,com o amor não se brinca tmb já li,é maravilhoso,só ainda não li Lembranças que o vento traz,que é o final desta trilogia maravilhosa,mas ainda vou ler,com certeza…linda essa historia,nos dá uma lição de vida incrível….sem palavras p explicar.

Comentar: