Só por Amor

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Só não erra quem nasce Deus.

“Naquele momento em que Januário deparou com a pequena criatura chorando no berço, algo em seu coração despertou.  Acostumado à frieza da sua profissão: assassino profissional, jamais esperou da vida uma recompensa por seus atos cruéis.

No mundo, não há crimes nem pecados, porque estes são apenas a face oculta do bem, que ainda não ganhou da vida a oportunidade de se expressar. Desconhecendo essa verdade, e preso ainda às armadilhas da culpa, Januário defronta-se, um dia, com a maior encruzilhada de sua existência: matar novamente ou deixar-se morrer.

A escolha que ele terá de fazer vai depender da voz de sua própria consciência que, em qualquer caso, vai lhe mostrar que só por amor o homem é capaz de orientar os seus mais primitivos instintos para sustentar a grandeza de sua própria humanidade.” – Mônica de Castro


Editora Vida & Consciência

Ano de lançamento: 2008

Páginas: 447

Formato: brochura


CURIOSIDADES:

Ano em que escrito: 2004

Ordem em que escrito: 12º

Ordem em que editado: 10º

Título original: O Jagunço


Leia um trecho do livro:

“Sem pestanejar, Januário apertou o gatilho, e um estampido seco ecoou pela noite.  Em seguida, voltou a pistola para a mulher e atirou novamente, antes mesmo que ela pudesse gritar ou sequer compreender o que estava se passando.  Januário ainda teve tempo de ver a sombra de terror que lhe perpassou os olhos, mas não se comoveu.  Aquele era o seu trabalho, era para aquilo que era pago, e, depois de tanto tempo, o medo e as súplicas já não o impressionavam mais.

Com a frieza que lhe era peculiar, virou as costas para a cama onde o casal agora jazia fulminado, tingido pelo sangue um do outro, e dirigiu-se para o bercinho de madeira que ficava do outro lado da cama.  Assim que disparara o primeiro tiro, o bebê desatara a berrar e a chorar, bruscamente despertado de seu sono inocente.  Impassível, aproximou-se do berço e levantou novamente o trabuco, mirando bem entre os olhinhos da criança.  Mais uma vez, pressionou o gatilho e piscou um olho, tentando enquadrar bem o rostinho em sua mira.  Os dedos, mais uma vez, começaram a tremer, e Januário baixou a arma por uns instantes.  Mas que droga, pensou, estava ficando mesmo velho.

Resoluto, fez pontaria novamente, incomodado com aquela gritaria desenfreada.  Mirou de novo o rostinho do bebê e encostou o dedo no gatilho.  Por que será que não tinha filhos? – era a pergunta que, naquele momento, fizera novamente a si mesmo.  Intimamente, uma voz lhe respondeu: porque assassinos não têm coração, e um coração é o de que as crianças mais necessitam.  Era um castigo, não podia deixar de pensar, porque já matara muitas crianças, sem dar ouvidos a seu choro e seus soluços inocentes.  Inocentes?  Sim, eram inocentes.  Januário não gostava de matar os inocentinhos…  mas coronel Agostinho mandava, ele fazia.”


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Comentários dos usuários(1):(incluir comentario)

  1. Fábio Ferreira em 11 de janeiro de 2012, disse:

    Esse livro é muito bom , a história é envolvente , e quando Januario tenta e não consegue atirar no bebê e decide leva-lo com ele , nossa é ótimo esse livro.
    Parabéns Mônica e Leonel

    Fábio Ferreira

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