Uma História de Ontem (Relançamento)

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Os atos de desequilíbrio são gerados pela ignorância, e as consequências desastrosas derivam da culpa que essa ignorância traz.

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“Depois de dez anos de sucesso, apresentamos a edição revisada do primeiro romance de Mônica de Castro.  Embora os fatos narrados tenham ocorrido no início do século vinte, esta é uma história atual e envolvente, em que as paixões se chocam em meio aos falsos padrões de comportamento e as aparências ditam as normas.

Pressionados e despreparados, os envolvidos reagem pensando que, mantendo as aparências, estarão livres da responsabilidade de suas atitudes.

Essa ilusão tem um preço muito alto, gerando dor e sofrimento, em um círculo vicioso que pode durar séculos.  Entretanto, a vida, em sua magia espiritual, usa os recursos do tempo e da reencarnação para libertá-los, tornando-os conscientes dos verdadeiros e eternos valores do espírito, sem os quais ninguém conseguirá conquistar a felicidade.

Conheça a fascinante história de Rosali e se emocione.  Esta é uma história de ontem…” – Zíbia Gasparetto.

Editora Vida & Consciência

Ano de lançamento: 2001

Ano de relançamento: 2011

Páginas: 408

Formato: brochura

Leia um trecho do livro:

“Como Luzia não respondesse, Rosali se aproximou do berço, exasperada e pronta para repreender o pequenino.  Ao vê-lo, teve uma reação inesperada.  Um leve tremor sacudiu seu coração e dissipou o ímpeto da censura inútil.  Sim, pensou, ele era realmente bonito.  E aqueles olhos azuis?  Com certeza herdara do pai.

Ficou ali a olhá-lo, surpresa com sua própria admiração, enquanto a criança não parava de chorar.  Sem saber o que fazer, desajeitadamente pegou o menino no colo, e ele, sentindo o cheiro do leite que embebia a camisola da mãe, instintivamente virou a cabeça, buscando-lhe o peito por cima do pano.  Assustada, Rosali arriou na poltrona ao lado e, ainda sem jeito, abriu a camisola e expôs o seio, dele aproximando gentilmente a cabecinha do filho.  Instantaneamente, ele pôs-se a sugar o leite, causando em Rosali um prazer indescritível, nunca antes experimentado.  Naquele breve momento, sentiu que amava o filho e acariciou-o levemente, com medo de machucá-lo.  Logo ele se aquietou, revirando os olhinhos e aproveitando seu momento de prazer e alegria ao lado da mãe.

Voltando da casinha, Luzia abriu a porta do quarto, e vendo Rosali ali sentada, com a criança nos braços, amamentando-a de forma tão amorosa, deixou escapar duas lágrimas de emoção, intimamente agradecendo a Deus por aquela graça.  Rosali fitou-a com olhos brilhantes e falou, entre embevecida e emocionada:

–        Veja, Luzia, é o meu filho.  Não é lindo?

–        Sim, senhora, é o bebê mais lindo que já vi nascer.

–        Como pude pensar que não o amava?

Luzia simplesmente meneou a cabeça.  Não importava o motivo, mas sim o fato de que ela, finalmente, reconhecera seu amor de mãe.  Ainda com a emoção a embargar-lhe a voz, retrucou gentilmente:

–        O pequeno ainda não tem nome.  Como vais chamá-lo?

Rosali pensou durante alguns segundos, acompanhada pela avó e por Mariano, que não a abandonavam um minuto sequer.  Maria do Socorro aproximou-se dela e, com voz dulcíssima, soprou-lhe ao ouvido:

–        Henri.

Rosali, que pouco ou nada conhecia do francês, não compreendendo bem a sugestão da avó, olhou para o filho e respondeu simplesmente:

–        Henrique.  Vai se chamar Henrique.”

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