Julho/2013

set3

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Pequenas mensagens para reflexão diária.

Todo escritor se revela em suas obras. Psicografadas ou não, as palavras grafadas nos livros espelham exatamente aquilo que ele é. Escrever é uma arte, um dom e, acima de tudo, uma enorme responsabilidade para com o mundo. A força das palavras há de ser medida em cada página, de acordo com a influência que podem causar no leitor. Para o bem ou para o mal, elas têm uma certa ascendência sobre o comportamento, e é por isso que cada um é responsável por aquilo que escreve.

Um bom livro desperta, sobretudo, a emoção, seja ela qual for. Através dela, a compreensão da vida se alarga, bem como a forma de olhar para dentro de si mesmo e para o próximo. Através da empatia, surge o conhecimento. É vivendo que se apreendem as mais significativas experiências, e o livro ajuda a despertar a consciência, preparando corpo e espírito para experimentar o novo.

O que esperamos é que muito mais escritores sejam instrumento para levar coisas boas ao ser humano, porque, de inutilidades, a humanidade já está cheia e cansada.

Com esse propósito, somos todos peças vitais na reforma do mundo. Precisamos uns dos outros para levar adiante as mensagens que se infiltram em nossas mentes através de livros, revistas ou internet. O autor sem o leitor não é nada, porque o significado do que está escrito só tem valor na medida em que é apreendido por alguém. E, partindo do princípio que quem escreve também lê, assim como muitos que leem também escrevem, a conclusão a que se chega é que estamos todos ligados por um único elo de afinidades. Sempre, e incansavelmente, precisamos reafirmar que somos todos um só.

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Muitos hoje sofrem os males da depressão, que parece se alastrar pela nossa humanidade. Sem adentrar os domínios da psiquiatria, muitas vezes, o que acontece é que algumas pessoas começam a despertar para as verdades do espírito e sabem, lá no fundo, que esse planeta é uma passagem de experiências, um mundo onde o que se vive é um punhado de ilusão. A verdadeira vida é imaterial, livre, eterna. Sabendo disso, alguns aguardam a volta com grande ansiedade, loucos para se libertar da prisão do corpo. É claro que eles não têm consciência disso, porque esse é o reflexo de uma vontade oculta lá no mais íntimo da alma. Mas, intuitivamente, sentem essa necessidade, muito embora não saibam explicá-las. Isso causa angústia, tristeza, abatimento, desânimo, desencanto e uma vontade incrível de simplesmente deixar a vida passar. É a melancolia de que trata o Evangelho, numa época em que não se fazia uso do termo depressão.

É preciso lutar contra isso, já que, se estamos encarnados, algum motivo há de ter. Ninguém nasce neste mundo se não precisa. Para voltarmos vitoriosos, precisamos nos empenhar na realização de nossos objetivos de vida, a fim de adquirirmos experiências que levem o nosso espírito ao amadurecimento. Cultivar um pouco de alegria pode ajudar a vencer esses momentos ou, ao menos, aquietar o nosso espírito para que ele aguarde, sem sofrimento, a hora de empreender a grande viagem de volta.

Não tenha pressa de ir embora. Fique mais um pouco. O mundo ainda precisa de você.

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Destino… Aceitar que o destino é inevitável significa tirar a importância e o valor das nossas escolhas. O destino parece incompatível com o livre-arbítrio. Para que escolher se vai acontecer exatamente aquilo que o universo selecionou para nós?

Há que se compreender, primeiramente, que o destino não é inevitável. Ele representa uma escolha, um esboço daquilo que precisamos viver. Pode ser modificado ou não, dependendo da nossa força pessoal, que implica numa série de virtudes que a maioria de nós ainda não possui. Então, o que acontece é que, quase sempre, passamos por aquilo que planejamos, pois não dispomos ainda de meios para libertar todo o nosso potencial interior.

Em segundo lugar, o livre-arbítrio existe, em termos, muito embora não passe uma ilusão necessária. Existe para nós, que desconhecemos o nosso futuro. Mas, para Deus, que não se surpreende com nada, tudo acontece de acordo com a Sua vontade, que é sempre o nosso bem. Basta a gente lembrar que não cai uma folha da árvore sem que seja da vontade Dele. E isso é uma grande verdade.

Então, a conclusão a que se chega é que precisamos dessa ilusão do livre-arbítrio, a fim de que não permaneçamos na estagnação, aguardando as coisas acontecerem. O universo é dinâmico, nós também precisamos ser. Vamos fazer o que Deus espera de nós? É claro que vamos. Ele sabe disso, nós, não. Daí a importância de estarmos sempre atentos, a fim de que aprendamos e crescer com o exercício do nosso livre-arbítrio.

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Tudo está certo na vida. Não há nada que aconteça fora do tempo ou de lugar. Muitas vezes, nos questionamos por que não conseguimos determinadas coisas com as quais sonhamos. Desejamos um caminho e a vida nos leva para outro, muitas vezes, utilizando-se de pessoas que convivem conosco para nos tolher ou compelir. É a mãe que nos obriga a estudar o que não nos agrada, o marido que implica com nosso trabalho, o pai que escolhe por nós a nossa profissão, os filhos que tomam todo o nosso tempo. Isso pode ser duro e não significa, necessariamente, que tenhamos que nos resignar. Há coisas que estão no nosso poder de disposição, outras, não. Muitas dificuldades aparecem no nosso caminho para serem vencidas. Outras são os recursos de que a vida dispõe para nos lembrar. Precisando traçar um certo rumo, vamos encontrar, ao longo da vida, pessoas que, de uma maneira ou de outra, vão nos ajudar a executar aquilo que planejamos. Somos nós que escolhemos nos colocar sob a autoridade ou influência dessas pessoas, a fim de que elas, com o seu poder, a sua força ou apelo nos tragam de volta à senda do nosso destino. São meros instrumentos da nossa vontade oculta, daquela que manifestamos antes de encarnar, aquela da qual necessitamos e que a nossa alma tão bem conhece.

Compreender isso pode nos ajudar a eliminar muitas mágoas, ressentimentos e revoltas alimentadas ao longo dos anos por essas pessoas, que nada mais foram do que os instrumentos que nós mesmos elegemos para realizar nossas verdadeiras e mais profundas escolhas.

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Antes de encarnar, escolhemos o que precisamos. Depois de encarnados, escolhemos o que queremos. A diferença entre precisar e querer é que este, quase sempre, deságua na ilusão, ao passo que aquele nos fortalece diante da vida.

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Ninguém precisa de muita coisa para sobreviver aos problemas. Confiança é o suficiente: Fé.

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Quando tiver que fazer alguma coisa, faça primeiro por você. Não aja pensando no outro. Ajudar o próximo é um ato nobre, mas o maior beneficiado é quem ajuda. Faça pela sua consciência, pela satisfação de ver o outro bem, pela alegria de espalhar alegria. Quanto mais você dá, mais você recebe da vida. Do outro, pode ser que você nada receba, e é por isso que, fazendo por você mesmo, você não sentirá nenhuma frustração. Não pense em louros nem se preocupe com a ingratidão. Simplesmente, faça a coisa certa.

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É comum nos perguntarmos por que sofrem os inocentes, enquanto os criminosos parecem sempre se dar bem. A resposta a essa pergunta está no conhecimento que devemos ter das coisas do espírito. Sofrer e se dar bem são questões relativas, muitas vezes, ocultas pelo manto da ignorância, responsável pelo manancial de ilusões no qual a humanidade mergulha cegamente. Existe muito mais vida além dessa vida que conhecemos, e as boas ou más obras que praticamos servem de alimento ao nosso espírito, revitalizando-o ou envenenando-o conforme as energias das quais nos cercamos. Somos responsáveis por tudo o que nos acontece. Ninguém é inocente, ao mesmo tempo em que não existem culpados. Somos apenas pessoas lutando para crescer, senão nesta vida, nas próximas. A nós não acontecem, propriamente, coisas boas ou ruins. Acontece apenas o que é necessário às experiências que escolhemos viver neste planeta. A justiça integra a obra divina, e mesmo quando parece que a vida é injusta, percebe-se a sabedoria cósmica por detrás de cada ato, de cada dor ou alegria que vivenciamos. Nada está fora do lugar. Cada um vive o que precisa viver, atrai as experiências que merece e nas quais, intimamente, acredita serem necessárias à satisfação de sua consciência. É importante nunca nos esquecermos, diante de qualquer situação da vida, que o bem ou o mal viver depende apenas de nós.

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Perdoar não é fácil. Pode ser um desafio, um obstáculo, uma tortura. Mas se fosse fácil, talvez não lhe déssemos tanto valor. É exatamente nessa dificuldade que reside o nosso mérito. Quem perdoa vence a si mesmo, domina o orgulho e aproxima a alma de Deus. Então? Ao invés de ceder à dificuldade, não vale a pena tentar?

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Pessoas feias não deviam se olhar no espelho. O espelho não mente, devolve aquilo que realmente somos. Mas onde está a feiura? Na fisionomia cansada, nos olhos embaçados, nos traços sem harmonia?

É claro que não. A beleza do rosto vem da pureza da alma. A beleza não está nos traços, mas na serenidade, na luz que se propaga de um bom coração. São coisas que se irradiam para fora do corpo, tornando iluminadas todas as pessoas que fazem do amor o colorido do seu dia a dia.

Para aqueles que têm olhos de ver, o espelho pode ser seu amigo ou seu inimigo. Somente os cegos pela ignorância não conseguem enxergar a fealdade do espírito que se ilude com a arrogância, o poder e a maldade.

Para os demais, sinceros, verdadeiros, honestos e dignos, o espelho é sempre amigo, pois devolve a imagem da alegria àquele que só enxerga com os olhos da virtude e do bem.

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