Junho/2012

set3

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Pequenas mensagens para reflexão diária.

Mediunidade é coisa séria. Todo mundo é médium, embora nem todos necessitem desenvolver suas faculdades. Ninguém é privilegiado nem castigado, a mediunidade não foi concedida a ninguém gratuitamente. Quem é médium tem um objetivo a alcançar, trabalhando em prol do bem da humanidade. Por isso, não se deve usar a mediunidade com outra finalidade que não seja ajudar a si mesmo e ao próximo. Como fazer isso é tarefa que cabe a cada um descobrir. É preciso buscar prazer no trabalho mediúnico, para que ele não se transforme em um fardo ou obrigação. Tudo o que se faz obrigado carece de genuína boa vontade. A melhor forma de encontrar esse prazer é estar atento aos resultados, não como forma de envaidecimento e arrogância, mas como reconhecimento de um trabalho honesto e bem feito. Todos se sentem satisfeitos em ver que conseguiram bons resultados com a sua obra. Se você é médium, não se desespere nem se preocupe. Disponibilize-se para o trabalho espiritual e logo os bons espíritos estarão ao seu redor, intuindo-o na descoberta da melhor maneira de exercitar seus dons mediúnicos.

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Todas as vezes que sentimos raiva de alguém, vamos enchendo a na nossa alma com o veneno do ódio, que um dia poderá nos contaminar. Mas como não sentir raiva não é próprio de seres humanos no nosso estágio de evolução, precisamos aprender a lidar com ela. Melhor do que mentir ou camuflar, dizendo que não sente raiva alguma, é assumir esse sentimento e aprender a lidar com ele. Deixar a raiva chegar, mas não nos consumir, senti-la na intensidade que pudermos e depois deixá-la ir. Se preciso, podemos gritar, socar almofadas ou simplesmente desanuviar a cabeça dando uma caminhada na beira da praia ou numa parque bonito. Ninguém se livra da raiva negando-a, mas vivenciando-a como experiência que tem tudo para ser transformada.

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Um dia seremos perfeitos. A semente da perfeição está plantada dentro de nós, porque somos uma centelha divina, e a divindade é a imagem da perfeição. Até lá, vamos nos esforçando para melhorar, aprender e crescer, o que só se alcança através da transformação interior. Jesus disse: “Sede perfeitos”. Sigamos o seu exemplo, fazendo o bem, cultivando o perdão e o amor. Só assim, como pessoas de bem estaremos no caminho da real perfeição.

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O medo costuma ser o responsável por muitos dissabores. Existem situações em que é difícil não sentir medo, mas devemos procurar nos controlar e pensar com sensatez. Vivemos numa época difícil, em um mundo tumultuado e cheio de perigos. Se nos rendermos ao medo, esses perigos virão diretamente ao nosso encontro, magnetizados por nós, pela nossa energia de temor. Bandidos, assaltantes, criminosos de todo tipo, há muitos por aí. Podemos evitá-los rompendo o elo de sintonia que nos liga a eles, mudando a vibração do medo pela da confiança de que nenhum mal irá nos atingir. Fé em Deus é fundamental no momento de escolher o lugar em que devemos estar em determinada hora. Ponderação e discernimento são sempre úteis, porque Deus fala conosco através da nossa intuição, do bom-senso, da percepção fácil das coisas ao nosso redor. Entregue-se a Deus e deposite em suas mãos todos os seus medos. Confie e prossiga.

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A cada nova encarnação, vamos aprendendo coisas diferentes, abandonando velhos valores e incorporando os que são realmente verdadeiros. É bom saber que temos essa chance, mas até quando? O mundo está se modificando, porque nós estamos mudando. Está para chegar o tempo em que somente aqueles que já iniciaram o despertar da consciência conquistarão o direito de permanecer neste planeta. As encarnações não acabarão, mas muitos, com certeza, não verão mais o alvorecer nessa nova era em que estamos ingressando. De acordo com sua frequência vibratória, estabelecerão sintonia com outros planetas mais atrasados, reiniciando lá o seu ciclo reencarnatório. Em vista disso, não perca tempo. Inicie já a sua mudança interior, para que o seu amanhã continue a florescer neste mundo azul e cada vez mais iluminado chamado Terra.

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Nossos filhos não são, na verdade, nossos. Não são do mundo também; são deles mesmos. Cada pessoa não pertence a ninguém além de si própria. Podemos querer o melhor para eles, nos esforçar para que eles sejam felizes, mas temos que respeitar as escolhas que eles fazem. Não é nosso direito escolher por eles. Nosso papel é orientá-los, ensiná-los a serem pessoas de bem, principalmente, através do nosso exemplo. Mas se eles quiserem escolher uma profissão que não julgamos adequada, casar-se com alguém de etnia ou condição sócio-econômica diferente, assumir sua homossexualidade ou simplesmente sair de casa para morar sozinhos, não nos cabe tentar impedir ou fazê-los mudar de ideia. Nada disso interfere no caráter e na honestidade. Temos que nos preocupar em criá-los com dignidade, respeito, amor. Isso é o que faz a diferença na hora de estabelecer quem são as pessoas de bem.

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Não levamos nada dessa vida além de nossas construções morais. Boas ou más, nossas obras nos acompanham. Aquelas que serviram a um propósito digno estarão para sempre impressas em nossa alma, ao passo que as obras ruins, egoístas, daninhas tendem a desaparecer à medida que formos amadurecendo e substituindo-as por outras melhores. Mas o tempo é agora. Cuidemos da construção do nosso destino, para que o mundo nos retribua com os mais iluminados frutos da espiritualidade, aqueles que refletirão para sempre em nossas vidas futuras.

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Se você pensa que é a pessoa mais infeliz do mundo, não se preocupe, muitos pensam assim. Não é que estejam enganados, porque a tristeza de cada um somente em seu coração é que dói. Mas é bom parar para pensar, não no outro, porque cada um sente a dor à sua maneira, mas nas oportunidades de recuperação. Do outro lado da sombra da tristeza, brilha a renovação da alegria. Basta ter coragem para percorrer essa linha, ir de uma ponta a outra para sentir essa suave transformação. Cada um no seu tempo, no seu ritmo, à sua maneira, deve procurar explorar essas possibilidades. Sem cobranças nem culpas, dê a si mesmo a chance de reencontrar a paz interior, através da redescoberta da alegria que existe em você. Você pode não ser a pessoa mais infeliz do mundo, mas, dependendo das suas escolhas, pode, sim, ser alguém que dissemine ao redor exemplos de pura alegria.

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Precisamos nos acostumar a dar mais valor a nós mesmos, sem nos importarmos com o que os outros pensam de nós. Há pessoas que se importam tanto com a opinião alheia, que abrem mão dos seus desejos e da sua espontaneidade só para ficarem bem com o outro, desagradando a si mesmas. A ideia que o outro faz a nosso respeito, na verdade, não importa para nós, e sim para ele, pois é ele quem está revelando, através de nós, o que pensa de si mesmo. Não devemos dar esse poder a ninguém, temos que confiar em nós mesmos, em nossa intuição, nossos instintos, nossa vontade. O que importa, para nós, é o que somos de verdade, não o que o outro acha que somos.

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A música é como a voz dos anjos a nos embalar a vida. Não precisa ser clássica, nem new age, nem romântica. Basta ter sonoridade, ritmo, harmonia. Ruídos que agridem os ouvidos podem ser divertidos, mas não enlevam a alma. Ninguém precisa se privar do que gosta nem fingir que não gosta de certos tipos de música, mas variar é bom para garantir a serenidade do espírito. De vez em quando, troque as batidas frenéticas por uma música suave e cadenciada. Os ouvidos agradecem e a alma também.

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Para ser iluminado, não é preciso ser sério nem rígido. Aliás, seriedade não tem nada a ver com austeridade, tem a ver com retidão de conduta e de caráter. Todo mundo pode ser assim sorrindo, alegre, descontraído. Franzir o cenho não passa a impressão de respeito, mas de mau-humor. Para conquistar e impor respeito, basta ser íntegro e verdadeiro. O ser iluminado é também espirituoso, distribui sorrisos, deixa transparecer em seus gestos uma elegância genuína, uma serenidade espontânea e um comportamento jovial. Pessoas naturalmente boas são assim, iluminadas, capazes de espalhar alegria e muito mais.

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Todo mundo sabe que o acaso não existe, não é? Então, não é por acaso que, quando lemos uma mensagem, parece que ela foi escrita para nós. Estamos todos conectados, ligados pela mesma onda energética que circula ao redor do mundo e do universo. Logo, o que é de uns é de todos.

Não é por acaso também que mais de 2.000 pessoas curtem essa página. Isso tem um motivo, e não é só porque essas pessoas são minhas fãs. Essa é uma visão muito simplista da realidade. A maioria está aqui porque deseja, para suas vidas, algo mais do que o cérebro físico pode perceber. Isso é válido para os dois lados. Eu sou a primeira a refletir, tanto nas coisas que escrevo quanto nos comentários que recebo, e vou aprendendo com tudo isso.

Dada essa ligação que nos une a todos, é natural que alguns acessem a página justamente no momento em que foi postado algo que precisam ler. Não é por acaso. A mensagem está lá para todos, mas alguns, em particular, necessitam mais daquelas palavras do que outros. Então, abençoados que são, recebem uma pequena ajuda de seu mentor ou amigo espiritual, para que acessem a página e leiam a mensagem justo naquele momento. Isso dá a impressão de que a mensagem foi feita para eles. E como tudo na vida é uma via de mão dupla, eu, cá de onde estou, sem saber, recebo umas intuiçõezinhas do Leonel e vou postando aquilo que, em geral, as pessoas mais precisam ler.

Agradeçam muito à vida por isso, não apenas por acessarem essa página, mas por todas as respostas que a vida lhes dá, porque, com certeza, somente os que conquistaram merecimento próprio conseguem essa ajudinha do plano espiritual.

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Devemos procurar ser mais maleáveis na nossa vida. Melindres por qualquer motivo causam estresse, frustração e revolta, muitas vezes, imaginários. Quando algo ficou mal entendido, faltou clareza, mas isso não é desculpa para não aceitarmos o esclarecimento do próximo nem julgarmos que ele agiu com más intenções. Para desmanchar o desconforto, melhor é buscar o esclarecimento. E quando isso não for possível, mais vale pensarmos que a intenção do outro não foi a de nos prejudicar nem fazer mal do que alimentarmos em nós ressentimentos desnecessários. Temos o costume de ser intransigentes, de nos deixar levar pela indignação e a raiva sem nem darmos ao outro a chance de se explicar, esquecendo-nos de que tudo o que sentimos com relação ao próximo sai de dentro de nós mesmos. As palavras de agressão ou intolerância, justificadas pela nossa sede de justiça, saem da nossa boca. Nós é que nos orgulhamos de dizer que “não levamos desaforo para casa”. Pode ser que deixemos na rua os desaforos mas, muitas vezes, deixaremos lá também, fora de nossas vidas, boas amizades, corações fraternos e pessoas de bem.

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Em termos de vida, nada se compara à experiência. Só aprende quem vive, não quem ouviu dizer. De nada adiantam os conselhos se não se dá ao outro a oportunidade de experienciar. Aconselhar para manter o amigo ou filho longe das vicissitudes não os ajuda a vencer as dificuldades. Ter a oportunidade de resistir às tentações mais daninhas da carne ou de se defrontar com os perigos que rondam o mundo é a forma mais segura de evitar a ambos. Aí, sim, os conselhos são valiosos, despertando a faculdade de discernimento inata em cada pessoa, levando-a a escolher entre resistir e seguir avante ou fraquejar e mergulhar no círculo das ilusões terrenas.

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Viva um dia de cada vez; não se esqueça de que muitos outros dias ainda surgirão na sua vida. Não esgote todas as suas energias ao mesmo tempo. Viver intensamente não é viver de forma precipitada nem desordenada. A ordem faz parte do universo, que possui um ritmo próprio. Seguir o ritmo das coisas é dar a si mesmo a oportunidade de ver a vida acontecer em equilíbrio. Não deixe passar as oportunidades, mas também não se precipite. Às vezes, o que parece oportunidade é apenas um alerta da natureza. É preciso saber reconhecer essa diferença, e só o coração puro sabe fazê-lo. Coração puro não é propriamente aquele sem máculas, fato impossível nos dias de hoje. Coração puro é o que não se deixa contaminar pelas agressões do mundo. Sem pressa de viver, a vida transcorre normalmente, fazendo chegar, no momento oportuno, a realização das expectativas e sonhos. Seja calmo, seja paciente, seja tolerante, saiba receber, saiba perdoar. Essas são coisas que ajustam o equilíbrio da vida e asseguram uma passagem serena através da inquietação operante no mundo.

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As pedras em nosso caminho não foram colocadas ali para nos fazer tropeçar, mas sim para que percebamos que podemos saltar sobre elas. E mesmo que isso não seja possível de imediato, depois da queda, a única solução é levantar, dessa vez mais alerta, cuidadoso e experiente.

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Assim como nós, os animais têm corpo astral. Mas sua alma é coletiva, eles não são individualizados. Ao morrer, aquela parcela de alma que animou aquele corpo retorna, com suas experiências, para o todo a que pertence. Posteriormente, já quase “humanizados” pela vivência na terra, aquela parte da essência deles se destaca e é acolhida por espíritos encarregados do cuidado e da sua preparação para reencarnar como seres humanos. As espécies que não reencarnam como seres humanos constituem as hierarquias elementais e angelicais. Como se vê, toda forma de vida tem expressão nesse mundo, que não precisa ser, necessariamente, física, já que a vida vai muito além do que enxergam nossos olhos.

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Nós todos temos medo do julgamento. Fizemos tantas coisas nocivas no passado que tememos ser descobertos e julgados pelos atitudes impensadas que ficaram lá atrás. Precisamos nos libertar dessas amarras, absolver o nosso espírito das inconsequências de ontem. Hoje somos pessoas diferentes, vivemos coisas diferentes, sentimos e pensamos de forma diferente. É natural que nosso sonhos e desejos sejam também diferentes. O passado existe para nos servir de exemplo, para que não transfiramos para o presente as culpas lá de trás. Elas dificultam a nossa jornada, embotam a nossa ação e nos fazem sentir desmerecedores das coisas boas da vida.

Perdoar é a palavra mais adequada para isso. Perdoar setenta vezes sete não apenas o nosso próximo mas, principalmente, a nós mesmos. Se não conseguimos nem nos perdoar, como fazer quando a necessidade de perdão ao outro se impõe?

Liberdade é a palavra chave para uma vida plena. Vamos fazer a faxina no armário da alma e tirar lá do fundo do baú as culpas ultrapassadas, que não servem para nada além de nos atrasar. Perdoar a nós mesmos é um ato de amor pessoal, é um salto imenso sobre o orgulho ao admitir que somos falíveis e fizemos muitas bobagens aparentemente imperdoáveis. Só aparentemente, porque, para tudo, há perdão. E afinal, quem, neste mundo, não cometeu as suas faltas?

Pois, como disse Jesus, “aquele que não tiver pecados, que atire a primeira pedra”. Com certeza, nenhuma pedra sairá do chão.

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Embora não possuem carma, os animais têm corpo emocional, logo, sentem tudo. Num mundo como o nosso, ainda primitivo no que se refere aos valores do espírito e ao respeito à vida, os animais estão sujeitos ao sofrimento como forma de evolução. É através das experiências, muitas vezes dolorosas, que a essência dos animais vai progredindo, até que eles alcancem estágios onde se libertarão da dor.

Tudo evolui, desde as pedras até o ser humano, e os animais, que já passaram pela fase mineral e a vegetal, alcançarão o patamar final da evolução neste mundo, podendo chegar ao reino hominal ou outros equivalentes. Para isso, precisam das experiências próprias de cada reino, e a dor é uma experiência que será muito vivida, principalmente por aqueles que evoluírem para a humanidade.

Às vezes é difícil, mas não devemos nos revoltar contra o sofrimento dos animais. Cada um deve fazer a sua parte para ajudar o mundo a evoluir e, assim, libertá-los da necessidade de sofrer. Fazer a sua parte é dar o seu exemplo de bondade e respeito, tratando bem os animais e tudo o que vive. Evoluindo o mundo, tudo o que nele habita evolui também, assim como os animais, que não necessitarão mais, no futuro, do sofrimento como forma de lapidação e individualização de sua essência.

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Coisas que estão fora de mora e que alguns ainda insistem em usar: preconceito, intolerância, discriminação, desrespeito. Troque tudo isso por algo que sempre existiu e nunca saiu de moda: amor.

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Deus sabe de tudo por que iremos passar, do contrário, não seria Deus. Ele sabe, mas nós não sabemos. Então, o livre-arbítrio é relativo. Para Deus, nada é novidade, ele conhece todas as nossas escolhas. Mas, como nós não sabemos disso, vamos vivendo essa ilusão necessária para ganhar experiências e aprender. Esse é o nosso livre-arbítrio, limitado pela vontade divina.

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Fico triste com posts de pessoas e animais sendo maltratados. Mas ver essas imagens ajuda a sensibilizar aqueles que ainda não despertaram dentro de si o seu lado humano. A parte besta de cada um deve existir, para manter o equilíbrio das coisas, mas tem que ser dominada pelo amor e o respeito. Não somos feras, porque estas só atacam por medo ou fome. Muitas vezes, nos aproximamos mais dos nossos monstros imaginários, que são o espelho da nossa violência represada. Somos todos assim, sem exceção. A diferença entre uns e outros está na sabedoria de poder controlar a sombra interior e não permitir que ela se alastre, ganhe forças e saia para o mundo.

Permita-se sensibilizar-se pelas mensagens de apelo ao seu lado mais humano. Não maltrate, não abandone. Idosos, crianças, enfermos e animais são os que mais precisam de nós. Cuide deles com amor, com o carinho que você espera ser tratado. Se, na hora de maltratar qualquer ser vivente, você pensar se essa é a forma como gostaria que o tratassem, com certeza, sua atitude será diferente. Dê-se a oportunidade de conhecer a alegria de ver no semblante alheio o olhar de gratidão e afeto provocado por você.

Ame o mundo, porque o mundo amará você na exata medida do amor que você distribuir.

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Não é só nos conflitos armados que se revelam as guerras. Há também guerras particulares, sociais, movidas pela intolerância, o desrespeito e a falta de amor. Seres humanos atacam seres humanos por causa de cor, raça, credo, condição social, orientação sexual e outras tantas diferenças criadas pela mente iludida do homem. Já entramos no século XXI, deixamos para trás os resquícios sombrios da Inquisição. Devemos lutar para não trazer para nossas vidas a sombra tenebrosa da Idade das Trevas, revivendo, com tecnologia e armas modernas, as mesmas atitudes daninhas de outrora. Somos seres humanos melhores, devemos acreditar nisso e não dar força ao mal que ainda se pratica no mundo. Se iluminarmos as sombras do passado, atirando para longe a herança de violência e terror daqueles dias, chegaremos ao futuro com a esperança renovada na fé e na bondade. Acreditemos no bem, pois o mal é passageiro e jamais há de triunfar sobre as legiões da virtude.

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A religião não foi criada por Deus, mas pelos homens, na tentativa de empreenderem uma ligação com a divindade. Se é assim, se as religiões fazem a religação do homem com o divino, é contraditório o pensamento de que há diferença entre os vários segmentos religiosos. A união não pode ser feita com fragmentos incompatíveis, logo, não há diferença entre as religiões que cultuam Deus. A ligação há de ser uma só, embora revelada sob vários aspectos humanos. Não há religião melhor nem pior, porque Deus é único, imutável, igual em toda parte. Devemos pensar nisso antes de criticar qualquer religião. Todas são boas, o que às vezes não é são os homens que as praticam. Devemos agir como verdadeiros irmãos que somos, unidos ao mesmo Pai por laços irrenunciáveis e inseparáveis de amor.

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Por que será que cães e gatos são os preferidos das pessoas? Cães são leais, gatos são independentes, ambos são afetivos, amorosos e sinceros. Essas são qualidades fundamentais para que o ser humano desenvolva os melhores valores de sua alma. Os animais não existem para o deleite e a diversão do ser humano. Eles servem de exemplo para aqueles que sabem enxergar além das aparências. Reflita sobre a função dos animais que caíram sob seus cuidados. Se nada acontece por acaso, não é obra do acaso que um animal apareceu na sua vida. Observe suas qualidades genuínas e aprenda. Elas são tudo de que você necessita para se tornar uma pessoa autêntica e íntegra.

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Saber doar é uma conquista pessoal. No entanto, deve ser espontânea, desinteressada, fácil. Doar por obrigação gera raiva, frustração e mágoa. É como arrancar da mão de uma criança o brinquedo que ela não quer emprestar ao colega. Exercitar o desapego é fundamental para uma melhor compreensão dos verdadeiros valores do espírito, mas isso há de ser feito de forma natural, sem cobranças nem imposições. Ninguém deixa de ser egoísta sendo desrespeitado. Do egoísmo, passa-se à dissimulação e ao fingimento, na tentativa, muitas vezes, de agradar o outro, desagradando-se a si mesmo. Aos poucos, o ser possessivo, mirando-se no exemplo daqueles que já aprenderam o valor do desapego, irá se desprendendo de seus interesses exclusivos para perceber as necessidades alheias. Só assim empreenderá uma mudança significativa, duradoura e verdadeira.

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Existem coisas que estão fora do seu poder e sobre as quais você não tem domínio algum. Resta apenas a aceitação. Mas a forma de aceitar as coisas inevitáveis está dentro do poder de decisão de cada um. Os efeitos podem ser devastadores ou contornáveis, dependendo da sua posição diante do problema. Você pode simplesmente não fazer nada e sofrer as consequências da fatalidade sem qualquer tipo de reação, como pode não se deixar abater e reconstruir a sua vida, o seu momento. São decisões nem sempre fáceis, mas que precisam ser tomadas. Então, tome a decisão certa: Aceite o inevitável, retire das ruínas um motivo para viver e refaça seus projetos. Afinal, é da destruição que se extraem os maiores progressos da humanidade.

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Ao caminhar sozinho pelas muitas estradas da vida, não se esqueça de que a solidão pertence apenas à ilusão deste mundo. Deus caminha com todos.

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Aborrecimentos, infelizmente, ainda fazem parte desse mundo em que vivemos. Eles acontecem por causa do choque de orgulhos. Todos querem ter razão, ninguém quer ceder e a maioria não sabe respeitar. Diante desses dissabores, pense antes de agir. Não reaja, aja de forma diferente. Se para cada palavra mal dita você responder com o exemplo de tolerância e respeito, a razão dos aborrecimentos acabará deixando de existir. Toda energia é contagiante, mas cada um pode se deixar ou não contagiar por ela. Você não precisa se contaminar com energias de raiva, irritação ou sarcasmo, mas pode contagiar seu antagonista com seu bom-humor, paciência e respeito.

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Não dá para termos tudo o que desejamos. Até por uma questão de espaço, em casa, no armário, na vida, existem coisas que não podemos ter. Acostumar-se às frustrações é meio caminho andado para a felicidade. Ninguém precisa ter tudo para ser feliz, basta contentar-se com o que tem.

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Não espere que o outro ilumine a sua vida. Seja você mesmo a luz do seu próprio caminho.

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Não é sempre que a gente está feliz, bem disposto, com vontade de conversar ou de sorrir. Tem dias em que bate uma tristeza, um desânimo… Tudo bem, isso é normal, a vida é assim mesmo. O que não é normal é permitir que esses pequenos transtornos da vida ocupem todos os nossos momentos. Como tudo, eles passam. Deixe que todas essas coisas passem por você. Elas podem chegar, entrar na sua vida e depois ir embora, mas jamais permanecer.

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Todo mundo tem luz no coração. O que acontece é que alguns não sabem disso e permitem que as sombras dominem suas emoções. Não deixe que a sombra da amargura se estampe em suas feições. Abra o seu coração e traga a luz para a sua vida. Sorria.

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Quem ama e cuida da natureza deixa um pouquinho de si mesmo na energia do mundo, para alimentar a vida e dar prosseguimento ao curso da história.

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A vida pode ser silenciosa, mas não deixa nada sem resposta. Abra o coração e esteja atento. As respostas podem não ser ditas nem vistas, mas apreendidas pela sensibilidade que toca o coração. Não é uma questão de enxergar nem ouvir, mas de perceber. Silencie a mente e deixe fluir a sua intuição. Ela é a que melhor compreende as perguntas e aquela que melhor traduz as respostas da vida.

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Não fique triste se você sentir que foi rejeitado por alguém. Na verdade, a rejeição decorre da nossa própria dificuldade em nos aceitar. Nós nos rejeitamos e fazemos com que o outro nos rejeite também, inconscientemente, é claro. E se você não conseguir mudar isso nem entender como as coisas podem ser assim, procure ser mais amigo, mais simpático, mais acessível e menos cobrador. Procure compreender mais as pessoas, aceitar que elas são diferentes, não exigir que sejam como você é ou gostaria que elas fossem. Se você conseguir isso, não vai se decepcionar tanto nem se sentir rejeitado, porque estará em sintonia com o que cada um tem a oferecer, assim como você. Todo mundo tem coisas boas, você também as tem. Coloque-as diante de você, mostre-se com o seu melhor e aguarde. Aos poucos, aqueles que você pensa que o rejeitam se aproximarão e talvez você perceba que eles apenas tinham medo.

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A vida passa todos os dias… Cada vez que a vida passa, algumas vezes, sentimos sua presença, outras, nem nos damos conta de que ela esteve por aqui. Alheia à nossa vontade e à nossa percepção, a vida não se detém. Diante da dor, da alegria, das tragédias e dos sucessos, a vida passa. Pode ser uma passagem em preto e branco, feito aquelas vezes em que tudo parece sem graça, ou pode ser uma passagem toda colorida, como acontece quando nos sentimos iluminados e cheios de energia. Mesmo quando ela se depara com a morte, a vida não deixa de passar. Ela atravessa o portal das dimensões e prossegue do outro lado, inacessível a quem ainda vive a mortalidade do corpo. Se a vida passa, como sempre passa, cabe a nós escolher o ritmo, a intensidade e a natureza com que conviveremos com seus passos. O que não dá é para pretender que ela não passe, ou que passe mais depressa ou mais devagar. Ela passa do jeito dela; a diferença está em nós, em como a sentimos, a desejamos, amamos ou lhe somos indiferentes.

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Feliz é aquele que possui sabedoria suficiente para reconhecer, em cada minuto da vida, um motivo para agradecer.

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